Mecalor fornece sofisticado sistema de ensaio climático para a Volkswagen em São Carlos

Após mais de oito meses de operação a Câmara Climática para Dinamômetro de Rolos montada pela Mecalor na fábrica de motores da Volkswagen, em São Carlos, no interior do estado de São Paulo, é uma história de sucesso da tecnologia nacional e da cooperação eficaz entre as equipes técnicas das duas empresas. Os elogios recebidos tanto da equipe brasileira que está operando a Câmara como dos especialistas alemães que vieram acompanhar a evolução do projeto tem sido motivo de orgulho e um incentivo para a Mecalor continuar a investir em tecnologias inovadoras.

O projeto adquirido em regime de “turn-key” é composto de uma câmara climática com antecâmara tendo um total de 30 m de comprimento, 8 m de largura e 5 m de pé direito. No interior da câmara climática foi instalado, pela AVL alemã, um dinamômetro de rolos cuja função é determinar o desempenho de um veículo em movimento simulado.

Especificações rigorosas da VW

As rodas dianteiras do automóvel a ser testado são colocadas sobre a superfície de dois rolos cilíndricos interligados e posicionados rente ao piso, enquanto as rodas traseiras são firmemente ancoradas.

Os rolos podem ser movidos ou freados por um moto-gerador elétrico produzindo o efeito de frenagem ou de aceleração transmitido aos pneus do veículo simulando descidas ou subidas. Sistemas eletrônicos medem as grandezas envolvidas e permitem calcular o torque e a potência do automóvel.

Para atender às normas internacionais os ensaios devem ser realizados em condições climáticas controladas com precisão. Por exemplo, um veículo que será exportado para a Rússia deve ser testado nas condições mais críticas reinantes naquele país. Isto significa literalmente que se deve executar os ensaios, nos climas mais rigorosos. Por este motivo, a Câmara Climática foi projetada para operar na faixa de temperaturas de –40oC até 60oC e permite o controle de umidade relativa do ar. Fazer estes testes na Câmara Climática tem diversas vantagens em relação à prática de transportar o veículo para locais onde predominam os climas especificados. Entre elas está a facilidade de repetir o mesmo teste a qualquer instante, a eliminação dos altos custos do deslocamento do veículo, da equipe técnica e dos instrumentos de medição e a facilidade de manter sigilo sobre as características do automóvel em desenvolvimento. Os veículos são inicialmente climatizados na ante-câmara para garantir que todos os seus componentes estejam nas condições desejadas.

Durante o ensaio é necessário remover os gases do escapamento do veículo e repor com ar seco para evitar a pressurização ou a formação de vácuo na Câmara Climática.

Para se ter uma idéia da grandeza do projeto basta citar que foram usados 10 compressores de refrigeração totalizando mais de 300 CV de potência. Além disto, face aos riscos envolvidos no manuseio de combustíveis em um local fechado, foi instalado um sofisticado sistema de proteção e combate a incêndios tendo sensores de alta tecnologia para identificar um foco de incêndio e acionar as baterias de CO2. Outros sistemas que integram o projeto incluem um depósito refrigerado de combustíveis com sistema de alimentação para os veículos em teste, sistemas para a movimentação dos veículos no interior da Câmara, interligações elétricas e hidráulicas e um complexo sistema computadorizado que permite controlar e monitorar tudo através da tela de um microcomputador.

Como tudo começou

A história deste projeto arrojado se iniciou no dia 31 julho de 2000. A Mecalor recebeu da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), uma carta de “Inexistência de Produção Nacional” pedindo a liberação da importação com isenção de impostos, pela Volkswagen, de uma Câmara Climática de grande porte com um valor FOB de quase 900 mil dólares. Caso algum fabricante nacional não se manifestasse contrariamente em 5 dias o equipamento poderia ser trazido da Europa livre de impostos de importação. Ao mesmo tempo em que a Mecalor formalizou na ABIMAQ o seu interesse, entrou em contato com a Volkswagen.

Fomos informados, em 15 de agosto de 2000, que o processo de cotação já havia sido encerrado havia três semanas.

Após diversas tentativas conseguimos uma reunião muito produtiva com a equipe técnica responsável pelo projeto. Em poucos dias recebemos a boa notícia, de que como resultado da apresentação e das consultas feitas a diversos de nossos clientes a Volkswagen havia decidido estender o prazo de fechamento da concorrência. Para tanto a Mecalor teria um total de 7 dias úteis para apresentar uma proposta detalhada atendendo a um memorial descritivo de dezenas de páginas. Ao fim de um trabalho exaustivo, a proposta foi concluída nas últimas horas do feriado de 7 de setembro e entregue no prazo.

No seis meses que se seguiram a Volkswagen solicitou inúmeras alterações e esclarecimentos. Todos foram concluídos a contento e no final de dezembro de 2000 tudo parecia pronto para a grande decisão. Entretanto, ao tomar conhecimento da existência de um fornecedor nacional uma equipe da Audi em São José dos Pinhais resolveu agregar ao processo de licitação uma nova Câmara Climática para ensaio de Airbag de Cabeça.

Finalmente, em 20 de março de 2001, para grande alegria da equipe da Mecalor fomos declarados vencedores da concorrência para os dois fornecimentos. Iniciou-se então a dura tarefa de desenvolver o projeto básico e selecionar os subfornecedores dos itens principais. Para conseguir montar a Câmara Climática a Mecalor mudou-se para um galpão novo de maiores dimensões. Em meados de novembro de 2001 o trabalho estava concluído dentro do prazo contratual. Para se adequar ao cronograma da Volkswagen os materiais foram entregues em março de 2002 e montados e testados nos primeiros meses de 2003.

» Voltar

Telefone: 55 (11) 2188-1700

MecalorSoluções em Engenharia Térmica

Copyright © Mecalor 2008. Todos os direitos reservados.
Atualizado em 02/06/10

XHTML CSS

Este site está em conformidade com as normas da W3C.